terça-feira, 7 de agosto de 2007

Amigos, boa noite!

Acabei de chegar em casa e vou aproveitar que ainda estou com tudo na cabeça para escrever.

Estava realizando meu treino na Av das Américas, utilizando a pista lateral, como faço desde que me mudei para a Barra da Tijuca.

Já ouvi muitas vezes o quanto isso pode ser perigoso. Ônibus, carros e motos acelerando. A grande maioria, é verdade atende às sinalizações que faço sem o menor sinal de irritação. Se preciso, paro no sinal ou mesmo nas saídas de condomínios e shoppings.

Não só concordo, como agradeço aos alertas dos amigos. Mas sou partidário que não devo me fazer refém dos problemas e sim encontrar soluções para eles.

Acontece que hoje, por pouco não fui vítima. E para meu espanto, de um pedestre. Estava no final de um sprint e ao baixar a cabeça para trocar a marcha, um rapaz não teve dúvida e se lançou na pista de rolagem a menos de 1 metro de mim. Mal gritei o primeiro "EEEIII" e o tombo certo. Caímos ambos para o lado de dentro da pista. Me levantei como pude, e procurei o rapaz que se dirigiu mais ainda para dentro da pista, mesmo sob os gritos dos outros pedestres, para que voltasse para o acostamento.

Por ação do bondoso Deus, os carros que vinham, diminuíram a velocidade e nada de mais aconteceu.

O que me preocupa, é como um transeunte se lança pista a dentro sem ao menos dirigir o olhar.

Não fiquei brabo, óbvio. Fui lá ver o rapaz que foi embora sem entender o que o atingiu. Mas estou intrigadíssimo e por que não dizer furioso comigo mesmo. Como eu que dependo tanto de outras pessoas, não faço nada para educá-las? Como eu não faço nada para esclarecer as pessoas que simplesmente não pode haver a menor chance de atravessar a rua fora da faixa e mesmo nesta com o sinal fechado, devemos ter certeza que os condutores dos veículos ali nos viram e vão mesmo reduzir a velocidade?

Estou me sentindo mais um responsável pelos acidentes que ocorrem.

Se fosse uma moto, o acidente teria proporções muito maiores. Se houvesse um carro na pista do meio, talvez eu não estivesse aqui.

Agora entendo como os acidentes ocorrem, ainda que várias precauções sejam tomadas. Agora entendo, porque cada vez mais os muros sobem, as cercas crescem e os quebra-molas se multiplicam.

Porque eu não fiz nada por mim. E o Divino Espírito Santo já fez a sua parte a alguns minutos atrás.

Peço, encarecidamente a todos: Avisem a quem conhecerem. Eduquem. Ainda que pareçamos chatos, como estou sendo agora...Isso não vai impedir que todos acidentes aconteçam, mas pode evitar o próximo.

Existem tantas formas de fazer com que isto (e várias outras atitudes) tenha efeito.

Pode ser de manhã cedo, numa aula de física, no ponto de ônibus, no intervalo do café, etc etc etc...

Hoje eu entendo melhor o gesto de uma guarda municipal em Buenos Aires que me colocou de volta no meio fio, enquanto o sinal não abria, ainda que não houvesse um carro sequer na pista. Fui educado ali e o pior, não aprendi.

Estou envergonhado por minha omissão...Mas transformarei isso em ação. E peço que todos que me entenderam, também o façam.

Um forte abraço a todos.

Saúde, paz e respeito.

Augusto

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